O advogado que defende o médium João de Deus, preso neste domingo, Dr. Alberto Toron, disse em entrevista ao G1, que tem “sérias dúvidas sobre os depoimentos incriminatórios”. O médium João de Deus, é suspeito de abusar sexualmente de várias mulheres durante atendimentos espirituais onde atendia, na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, GO.

O advogado do médium, deu entrevista ao portal G1 em defesa do acusado João de Deus

“Tivemos acesso a parte dos depoimentos e sem fotos das vítimas, então alguns casos ele não se lembra. E tem relatos de mulheres que dizem ter sido abusadas e voltaram lá outras vezes. Então, é preciso escrutinar tudo com calma para que não haja um linchamento”, explicou o defensor.

Toron disse ainda, que o João alega inocência e que acredita que tudo é uma ‘armação’ a fim de destruir o médium e sua reputação. “O senhor João acha que tem gente que o quer destruir”, relatou.

Baixa de R$ 35 milhões em aplicações: João de Deus poderia estar premeditando uma fuga?

Um dos motivos que teriam levado a justiça a emitir um mandado de prisão contra o acusado, seria uma movimentação de cerca de R$ 35 milhões, realizadas nas contas de João de Deus.

O advogado explicou que não houve movimentação e que não houve nenhum saque. “Não houve nenhuma movimentação. Ele simplesmente baixou as suas aplicações para fazer frente às necessidades dele.

João de Deus preso, acusado poderia estar premeditando uma fuga. Foto/TVGlobo
João de Deus preso, acusado poderia estar premeditando uma fuga. Foto/TVGlobo

Na entrevista, o advogado não revelou quais seriam as necessidades, respaldadas pelo pedido de baixa de, segundo investigação, aplicações no valor de R$ 35 milhões. A suspeita que recai sobre João de Deus, é que ele poderia estar premeditando uma fuga. O advogado, em defesa de seu cliente, nega.

“O que se reputou que seria dinheiro para ele poder fugir cai por terra quando ele se apresenta. Ele se apresentou dando mostras claras de que respeita a Justiça e o Poder Judiciário e por isso está à disposição”, esclareceu.

Até o momento, 15 mulheres já prestaram depoimento contra o médium, mais de 300 denunciaram João de Deus ao Ministério Público. Ele passou sua primeira noite em um presídio de Goiás. O religioso passou a noite em uma cela de 16 m² no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital