Excesso de chuva da prejuízo milionário para agricultores no MT

Excesso de chuva da prejuízo milionário para agricultores no MT
Foto/Reprodução/Internet

Agricultores já deram início a atividade de plantar quantidades de safrinha de milho sobre a soja plantada no Médio Norte do Estado do Mato Grosso, local onde se encontram as fazendas que estão sendo as mais atingidas pelos grandes volumes de chuva. Tendo uma perda de aproximadamente 3 mil e 3,7 hectares, Cláudia, município que fica localizado há 587km da capital Cuiabá, pode ser considerado um verdadeiro espelho para a atual situação da região, já que outros negócios de menor porte chegaram a perder metade de seus respectivos plantios.

Com base no local afetado, estima-se que o déficit tem grandes chances de ultrapassar os 10 milhões de reais, sendo que cada hectare possui a produção de mais ou menos 55 sacas de soja que são colocadas no mercado a um valor aproximado de 50 reais. Mas segundo Zilto Donadello, vice-presidente norte da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), o maior afetado com essa demora na entrega é a qualidade da soja.

Durante uma entrevista, Zilto declarou que boa parte dos fazendeiros que estão nas áreas afetadas não parou a colheita em suas propriedades. Ainda de acordo com Donadello, a plantação atrasou e acabou começando em outubro devido ao atraso das chuvas e que atualmente a colheita também atrasará, já que está chovendo mais que o normal. Sobre o milho, ele afirma que é impossível prever como será a safra já que tudo depende da plantação e também do clima.

Mas Donadello faz questão de garantir que as negociações correm o risco de serem afetadas, já que o grão da soja que passou do ponto de ser colhido passa a ser denominado como ‘ardido’. O vice-presidente completa dizendo que o índice padrão para uma colheita ardida é de 8% e que, caso este número seja ultrapassado, um valor extra é cobrado. Mas ela também faz questão de informar que, apesar disso, a soja não perde seus nutrientes tendo seu farelo sem alterações. O óleo é o único afetado, ganhando uma coloração mais escura, mas isso é arrumado durante sua fabricação.

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Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, a Bolsa de Rosário, na Argentina, estimou uma produção atual de 46,5 milhões de toneladas, uma queda de 10,58% para a estimativa passada. Já de acordo com a Bolsa de Buenos Aires a produção aproximada será de 47,0 milhões de toneladas, queda de 3 milhões de toneladas desde a última previsão.

O impacto do tempo seco nas áreas agrícolas brasileiras começou a ser posto em perspectiva graças a estes números. Mas, como não é prevista chuva em demasia para os dias seguintes, essas informações ainda não podem ser considerados totalmente concretos.

Para ter certeza de bons resultados, os fazendeiros do MT devem manter uma atenção redobrada em seu modo geral de comercialização para que obtenham resultados melhores, visto que o mercado agricultor começa a digerir tais informações para estudar o impactos que elas podem causar.