Fernando Haddad, derrotado nas últimas eleições quando se candidatou ao cargo de Presidente da República, foi condenado pela Justiça e terá que pagar uma indenização ao bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

Toda esta polêmica começou quando o petista acusou Edir Macedo de ser representante do ‘fundamentalismo charlatão’.

No dia 12 de outubro, Fernando Haddad foi a uma missa na zona sul de São Paulo e quando deixou a igreja deu uma entrevista coletiva e disse que o líder da Universal estava envolvido no projeto político de Jair Bolsonaro.

Mas Haddad já avisou que irá recorrer da sentença que foi determinada pelo juiz Marco Antônio Botto Muscari, que é da 6ª Vara Cível de São Paulo.

O petista disse aos jornalistas que o aguardavam na saída da igreja que Bolsonaro é o ‘casamento’ do ‘neoliberalismo desalmado’ que teria Paulo Guedes como representante, com um ‘fundamentalismo charlatão do Edir Macedo’.

Haddad disse ainda que por trás desta aliança está a ‘fome de dinheiro’.

Juiz condenou Haddad

O magistrado destacou em sua sentença que Edir Macedo já foi absolvido anteriormente das acusações de que seria um charlatão e acusou Fernando Haddad de conhecer muito bem as normas jurídicas, já que o petista é formado em Direito.

Será que Fernando Haddad se julga no direito de, após decreto absolutório, insistir em que o líder religioso pratica, sim, ‘charlatanismo’?“, questionou o juiz.

Fernando Haddad foi condenado a pagar R$ 79.182,00 ao bispo. O juiz informou em sua sentença que Edir Macedo pretende doar para uma instituição de caridade o dinheiro que vier a receber.

A defesa do petista disse que irá recorrer da sentença e ainda lamentou o fato de que o juiz não analisou alguns vídeos em que o bispo aparece ’empenhado em conquistar o dízimo dos fiéis’.