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Nova greve nacional dos Correios pode ter início no MT

Plano de Saúde dos funcionários do Correios, pode ser alterado pela direção nacional da empresa nesta semana.

Os colaboradores dos Correios mato-grossense, quer dar início a uma greve sem que haja um tempo estipulado para que voltem para as suas atividades normais. Assembleias gerais extraordinárias vão acontecer em Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Cáceres nesta próxima quinta-feira, 01/03, afim de estipular se a greve será ou não aprovada no Estado.

Segundo Edmar Leite, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais (Sintect), do estado do Mato Grosso, o plano de saúde dos funcionários que trabalham nos Correios pode ser alterado pela direção nacional dos correios. Leite afirma que a direção dos Correios deu entrada em um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com o intuito de fixar uma taxa mensal para os planos de saúde, além de remover os pais de seus funcionários do mesmo.

Hoje em dia, uma taxa percentual pelo uso do plano é paga pelos carteiros. Edmar alega que, com a fixação de uma taxa mensal, vários trabalhadores não terão como bancar este novo gasto devido ao pouco que ganham. Leite ainda afirma que o salário atual só foi aceito devido aos benefício que ofereciam, o que inclui o famigerado plano de saúde como a estrela do pacote, e que este ataque antecipado por parte da empresa pode ser um ponto inicial de uma futura greve nacional.

O desligamento de Edmar Leite de seu atual cargo também será posto para votação nas assembleias, fato que foi anunciado na quinta-feira, 22/02. Por sua vez, Leite denomina tal medida como perseguição política e alerta que, caso sua demissão realmente ocorra, a greve corre sério risco de ser antecipada. Em declaração direta sobre o assunto, Edmar Leite acusou os Correios de estarem tentando colocar um fim no sindicato, tendo causado a demissão de um diretor jurídico e estando com mais dois na mira. Advertindo que recorrerá da decisão na justiça, Leite ainda acusa os Correios de querer acabar com a luta do sindicato.

Dizendo que todas as medidas legais estão sendo tomadas, Edmar afirma que a categoria não aceitará ser perseguida já que não errou em nada e que se mobilização afim de proteger o sindicato.

Em 2017, os Correios passou por uma greve de pouco mais de três semanas. Após proposta de um reajuste de 2,07% em salários e benefícios e várias outras melhorias, a greve chegou a seu fim.
O Correio mato-grossense possuí 1.550 funcionários, mas segundo o sindicato esse número deveria ser de, pelo menos, 2.300.

Nesta sexta-feira (02), teremos mais notícias sobre a greve dos correios no estado do mato grosso e até mesmo no nível nacional.

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