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Campanha de Haddad custou um prêmio da Mega-Sena acumulada, 95% saiu do seu bolso

Campanha de Haddad custou R$ 34.400.867, com 94,5% vindo do Funco Especial, um prêmio da Mega-Sena que saiu do seu bolso.

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O candidato do PT, derrotado no segundo turno da eleição presidencial, Fernando Haddad gastou R$ 34.400.867 em sua campanha eleitoral, cerda de 20 vezes mais do que o presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo dados disponíveis do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, registrou na Justiça Eleitoral gastos de R$ 1.721.537.

PT gasta o equivalente a um prêmio de Mega-Sena em campanha para presidente, e 94,5% foi pago pelo cidadão

De acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista Haddad declarou, até o momento, um total de R$ 34.400.867 em despesas, equivalente a um prêmio da Mega-Sena acumulada, tão sonhado pelo brasileiro, que pagou 95% desta conta.

Dinheiro do Fundo especial de campanha

Conforme dados apresentados ao TSE, a campanha de Haddad ainda gastou mais do que arrecadou. Junto ao órgão, foi declarada uma arrecadação de R$ 32.672.599, sendo 94,5% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), constituído por recursos públicos. O financiamento coletivo foi de R$ 621.896, e as doações pela internet chegaram a R$ 102.169.

Deputado Jair Bolsonaro fará pronunciamento ao vivo já como presidente - Foto/Divulgação
Deputado Jair Bolsonaro fará pronunciamento ao vivo já como presidente – Foto/Divulgação

PT gastou mais do que arrecadou e faz campanha pedindo doações

Com uma despesa contratada de R$ 34.400.867, o PT tem agora um diferença é de R$ 1.728.268 para cobrir, que falta no caixa do partido. O partido divulgou em redes sociais, uma campanha para levantar o valor faltante e poder pagar fornecedores de produtos e serviços.

O principal gasto da campanha petista foi com a produção dos programas do horário eleitoral gratuito: R$ 4.814.600 pagos a M. Romano Comunicação. Outros R$ 4.700.000 destinaram-se ao aluguel de equipamentos e estrutura para gravação da propaganda eleitoral.

Ibope mostra nesta quarta-feira, 23, distância entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad - Foto/Montagem
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad – Foto/Montagem

Os valores arrecadados e aplicados nas campanhas são declarados pelos candidatos e partidos políticos à Justiça Eleitoral. Pelo calendário eleitoral, até o próximo dia 6 de novembro, é preciso apresentar as contas referentes ao primeiro turno. Já a prestação de contas do segundo turno tem de ser feita até 17 de novembro. As contas podem ser impugnadas até 20 de novembro.

Quanto custou cada voto do eleitor de Haddad

Considerando a votação dos dois candidatos no segundo turno, cada voto de Haddad custou R$ 0,73 e de Bolsonaro, R$ 0,03. Ao final da apuração do segundo turno, Bolsonaro ficou com 57.797.847 votos (55,13%) e Haddad com 47.040.906 (44,87%). A prestação de contas disponível no TSE diz respeito à movimentação financeira das duas campanhas desde o primeiro turno.

Horário eleitoral

Segundo registro no TSE, na campanha de Jair Bolsonaro, o PSL arrecadou R$ 2.547.640, sendo R$ 2.162.152 de financiamento coletivo, o que representa 84,9% do total.  O restante foi de doações de pessoas físicas e dos dois partidos da coligação (PSL e PRTB).

A campanha de Bolsonaro investiu R$ 660 mil na produção de programas de rádio televisão e vídeo. Outros R$ 345 mil foram destinados às campanhas dos filhos de Bolsonaro, Flávio (RJ) e Eduardo (SP), e do aliado Hélio Bolsonaro (RJ).

O candidato vitorioso passou boa parte da campanha recolhido. No dia 6 de setembro, quando fazia campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro levou uma facada. O golpe foi desferido por Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante e transferido para o presídio federal de Campos Grande (MS). Bolsonaro passou parte da campanha internado: teve alta no dia 29 de setembro.

Parte da movimentação financeira da campanha petista foi feita quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o candidato e Haddad o vice. O PT declarou ao TSE uma arrecadação de R$ 20.599.420 referente a esse período, além de despesas de R$ 19.118.635. A procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, declarou que predirá o ressarcimento do valor correspondente ao fundo especial, que representa 97,1% do total arrecadado, de todos os candidatos julgados inelegíveis pela Justiça Eleitoral, inclusive Lula.