Profissões em alta em 2021: veja as que pagam salários de R$ 10 mil a R$ 60 mil

Em 2021, o mercado de trabalho está procurando e pagando bem, profissionais nas áreas de recursos humanos, tecnologia da informação, marketing digital e especialistas em logística.

Segundo pesquisa realizada no Brasil pela multinacional Robert Walters, especializada em recrutamento, o salário de contratação pode chegar a R$ 60 mil, como é o caso de um diretor de logística ou diretor financeiro, dependendo do tempo de experiência na função.

O levantamento completo mostra 96 cargos em áreas específicas, você pode pesquisar por diversas profissões no site da Robert Walters (em inglês). As principais funções consideradas em alta estão na tabela abaixo.

Veja as profissões que têm salário de R$ 10 mil a R$ 60 mil

Veja as profissões com salário de R$ 10 mil a R$ 60 mil em 2021
Salário em R$ de acordo com o tempo de experiência na função:
Cargo

4 a 8 anos

8 a 12 anos

+12 anos

Diretor de logística29 mil a 39 mil39 mil a 45 mil49 mil a 60 mil
Diretor financeiro (CFO)30 mil a 45 mil35 mil a 60 mil
Diretor de vendas20 mil a 30 mil30 mil a 40 mil42 mil a 55 mil
Diretor de informação (CIO)40 mil a 50 mil
Diretor de marketing23 mil a 30 mil30 mil a 50 mil
Diretor de marketing digital20 mil a 30 mil30 mil a 50 mil
Diretor de RH25 mil a 30 mil35 mil a 45 mil
Diretor de TI30 mil a 40 mil
Diretor de segurança da informação (CISO/CSO)25 mil a 40 mil
Gerente administrativo e financeiro12 mil a 18 mil14 mil a 22 mil22 mil a 35 mil
Gerente de marketing13 mil a 18 mil15 mil a 25 mil25 mil a 30 mil
Gerente de vendas regional12 mil a 18 mil19 mil a 22 mil23 mil a 30 mil
Gerente de marketing digital10 mil a 18 mil15 mil a 20 mil20 mil a 30 mil
Gerente de segurança da informação18 mil a 30 mil
Gerente de desenvolvimento20 mil a 25 mil
Gerente de compras12 mil a R$ 15 mil15 mil a 19 mil18 mil a 22 mil
Gerente de RH10 mil a 13 mil12 mil a 15 mil15 mil a 20 mil
Especialista de sistemas12 mil a 16 mil

Em entrevista ao UOL, o diretor-geral da Robert Walters no Brasil, Leonardo Souza, falou sobre tendências para o mercado de trabalho, dicas de qualificação e profissões que estão perdendo espaço. Confira.

Home office veio para ficar, mas em modelo híbrido

A aposta para 2021 é a consolidação do trabalho remoto, ou home office. Souza aposta na consolidação de um modelo híbrido, em que as empresas vão adaptar dias e horários específicos para ter profissionais presencialmente na sede.

A parcela de tempo que um trabalhador ficará em home office depende da função. Pessoas que têm o trabalho organizado por tarefas executáveis a distância tendem a ter maior produtividade em casa, e as em casa, e as empresas perceberam isso durante a pandemia, afirma Souza. Mas há consequências que deverão ser levadas em conta pelos funcionários e gestores.
“A desvantagem [do trabalho remoto] é a desconexão de aspectos intangíveis do mundo corporativo, como o entendimento da cultura da empresa, além da construção e refinamento de um espírito de time”, afirma o executivo.

Conhecimento de logística está valorizado

Outra tendência de mercado fortalecida durante a pandemia foi a negociação pela internet. Isso criou uma demanda por profissionais capazes de gerir estoques e controlar toda a cadeia necessária para levar o produto ou serviço até o cliente. “Com o crescimento dos canais virtuais, a logística fica mais complexa. Então profissionais com experiência nesta área tendem a ser valorizados”, diz Souza.

TI segue com alta procura

Não é novidade a procura por mão de obra especializada em TI (tecnologia da informação). Mas as medidas de isolamento social intensificaram a necessidade de digitalizar processos —e acelerou a busca das empresas por gente capaz de dar conta dessa tarefa.
Marketing alinhado com gestão de dados De pouco adianta ter milhões de dados se a empresa não souber converter tanta informação em resultados. É aí que entra a demanda por profissionais de marketing digital.
A ideia é ter gente capaz de analisar os dados que a empresa coletou e convertê-los em ações para atrair novos clientes. “As empresas estão investindo mais na análise dos dados. A partir desse entendimento preciso de quem é seu cliente, uma série de ações de marketing, a maioria virtuais, podem ser aplicadas”, disse o executivo da Robert Walters.

RH: Empresas de ponta precisam selecionar funcionários

Companhias que querem liderar no mercado precisam de pessoas com o mesmo espírito. A melhor forma de conseguir isso é investir numa equipe de RH capaz de selecionar e atrair bons profissionais.
Vem se falando há muito tempo sobre a transformação digital das empresas, e isso é um fato. Mas uma verdadeira transformação digital tem a ver com a transformação da própria companhia, da cultura dela. Isso depende de como a empresa gerencia seu capital humano. Leonardo Souza, da Robert Walters no Brasil Em baixa: trabalhos que podem ser automatizados
A automatização de funções (ou seja, quando um robô ou máquina faz as vezes de um humano) já é realidade no Brasil. “Parece meio ‘Black Mirror’, mas não é”, diz Souza, referindo-se à série britânica futurista de televisão. “Quem não se adaptar a esse mundo novo, quem for resistente a isso, vai perder espaço”.
Ele cita como exemplo a interação de clientes com robôs nos canais de atendimento das empresas, como se ali houvesse um humano do outro lado da linha. Na prática, essa tendência gera empregos qualificados ligados à área de tecnologia, enquanto vários funcionários de telemarketing são dispensados.

Dica: estudar, mesmo que por conta própria

Segundo Souza, manter-se atualizado é sempre importante para ter oportunidade nas melhores vagas. A novidade é que as empresas estão aos poucos abrindo mão da qualificação formal (aquela com diploma em instituição de ensino), principalmente para cargos relacionados ao uso de ferramentas tecnológicas. “Esses profissionais podem vir com uma bagagem ortodoxa, mas muitas vezes são autodidatas”.
De acordo com o executivo da Robert Walters, a tendência é que os recrutadores levem em conta a qualificação que os candidatos adquiriram por iniciativa própria, independentemente de diploma que ateste essa capacitação.
Fonte: UOL – Filipe Andretta – Do UOL, em São Paulo

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