A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado a nove anos e seis meses em primeira instância pelo juiz Sergio Moro, e que teve sua sentença confirmada e aumentada pela 8ª Turma do TRF-4, para 12 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, protocolou nesta segunda, (5) um pedido de ‘habeas corpus’ no STF (Supremo Tribunal Federal).

Vale lembrar que o ex-presidente foi acusado, condenado e preso por ter recebido R$ 2,25 milhões de propinas da OAS, no caso do triplex do Guarujá; esta foi a primeira sentença em que o petista foi condenado, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o esquema Petrobrás.

Defesa de Lula pede habeas corpus após Moro aceitar ministério de Bolsonaro

A solicitação pela saída de Lula da prisão na Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná, onde está preso desde abril deste ano, vem fundamentada no fato de Sérgio Moro ter aceitado assumir o Ministério da Justiça, convidado por Jair Bolsonaro para o governo.

O advogado Cristiano Zanin Martins alega no documento que existiram interesses extra processuais do magistrado na condução do processo que condenou Lula no caso triplex do Guarujá. Segundo acusa a defesa, o juiz Moro mantinha contato com a alta cúpula da campanha do presidente eleito durante o período eleitoral.

Sérgio Moro é criticado por Lula após convite de Bolsonaro - Foto/Divulgação
Sérgio Moro é criticado por Lula após convite de Bolsonaro – Foto/Divulgação

A defesa do ex-presidente pede ainda, que o STF reconheça a ‘suspeição do magistrado’, declarando nulo todo o processo por ele conduzido, restabelecendo de pronto a liberdade plena de Luiz Inácio Lula da Silva.

Força-tarefa da Lava Jato diz que Lula era o “líder máximo” do esquema

A força-tarefa da Lava Jato considerou durante o processo, que o ex-presidente Lula seria o “líder máximo” do esquema de corrupção sistematizado revelado na Petrobrás, replicado em outras estatais e negócios do Governo Federal, segundo a força-tarefa, o líder petista teria garantido a governabilidade na sua gestão e sua permanência no poder, por meio dos desvios e arrecadação de propinas, assim como o financiamento ilegal das suas campanhas e de seus aliados