Gleisi delatada: veja quantos milhões podem ter ido para a conta da senadora do PT

Em depoimento, ex-presidente da CCR disse que uma fortuna foi entregue a Gleisi Hoffmann

A CCR firmou um acordo com o Ministério Público de São Paulo e agora está causando a maior polêmica por ter afirmado que foram doados R$ 3 milhões através de caixa dois para Gleisi Hoffmann, que era candidata a senadora pelo PT-PR.

A doação milionária teria sido feita em 2010 e ainda neste ano Gleisi teria recebido mais R$ 1,7 milhão também por caixa dois, garantiu a empresa.

Emidio de Souza, também do PT e que na época era prefeito da cidade de Osasco, em São Paulo, foi quem teria solicitado a doação. Quem deu todos os detalhes foi Renato do Valle, ex-presidente da CCR, que em seu depoimento contou tudo para os promotores.

Ainda segundo Emidiio, Gleisi Hoffmann recebeu a doação após solicitação feita por Paulo Bernardo, marido da petista e que era ministro do Planejamento durante o governo do ex-presidente Lula.

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Doação para Gleisi Hoffmann foi em parcelas

No depoimento dado pelo ex-presidente da CCR aos promotores do Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o marido de Gleisi Hoffmann não foi receber o dinheiro pessoalmente, ele enviou um representante para tratar de tudo e o pagamento foi em parcelas, já que se tratava de um valor altíssimo.

Nesta última quinta-feira, dia 29 de novembro, a CCR assinou um acordo com o MP e afirmou ter feito uma outra doação no valor de R$ 44 milhões para vários políticos através de caixa dois.

A CCR é hoje uma das maiores empresas do Brasil na área de concessões de rodovias, metrô e aeroportos. Por enquanto os nomes dos políticos que foram citados no depoimento estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações, porém, de acordo com a ‘Folha’, o ex-governador Geraldo Alckmin consta nesta lista, assim como José Serra e Gilberto Kassab.