Operação “Sem Fundos”, nas mãos da juíza Gabriela Hardt, prende 22 pela Lava-Jato

Juíza Gabriela Hardt na operação Sem Fundos. Foto/Reprodução
Juíza Gabriela Hardt na operação Sem Fundos. Foto/Reprodução

A Operação “Sem Fundos”, nas mãos da juíza Gabriela Hardt, que substitui Sergio Moro pela 56ª fase da Lava Jato esteve nas ruas nesta sexta-feira, 23, para cumprir 68 mandados de busca e apreensão, mais 8 mandados de prisão preventiva, além de 14 mandados de prisão temporária. A acusação é por crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com informações de Estadão Conteúdo.

É a primeira sob o comando da nova juíza Gabriela Hardt, Os mandatos estão divididos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e da Bahia

O esquema dentro da Petrobrás envolvia a construção de um prédio, suspeito de estar superfaturada, no governo petista.

As investigações apontam para um superfaturamento na construção das edificações onde seria instalada a nova sede da Petrobras na capital Salvador/BA, os contratos de gerenciamento das edificações, da elaboração dos projetos de engenharia e arquitetura, também estão sob suspeita, de serem direcionados para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da petrolífera e dirigentes da Petros e de terceiros mancomunados.

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Tudo feito em prejuízo à empresa estatal e ao fundo de pensão investidor, mantido sob o patrocínio da própria Petrobras e da contribuição de seus funcionários, segundo nota oficial do PF.

Operação “Sem Fundos”, faz alusão à perda do Fundo de Pensão da estatal

Em resumo, o Fundo Petrobras de Seguridade Social, ou Petros,  mediante parceria com a petrolífera, investiu na execução das obras para alugar o prédio à empresa por 30 (trinta) anos. Ocorreu que, com o direcionamento da execução das obras à uma empresa ligada a outras duas grandes empreiteiras já conhecidas da Lava Jato, o valor ficou bem acima do estimado, bem como o valor de aluguel a ser pago.

Os investigados, segundo suspeita, direcionavam a maior parte dos recursos obtidos desses valores para pagamento de propinas, utilizando-se de artifícios a fim de ocultar e dissimular a origem e destino dos montantes pagos. As penas neste processo, somadas, poderão chegar a 50 anos de prisão, além de multas.

O nome da operação “Sem Fundos”, faz alusão à perda do Fundo de Pensão da estatal, além do fato de os criminosos investigados parecerem um “saco sem fundos”.